O Que 126 Anos de Dados Nos Ensinam Sobre Investir — e Sobre Portugal

Principais conclusões do UBS Global Investment Returns Yearbook 2026

A edição de 2026 do UBS Global Investment Returns Yearbook analisa 126 anos de retornos em 35 mercados. Os dados, compilados pelos Professores Elroy Dimson, Paul Marsh e o Dr. Mike Staunton, oferecem lições intemporais para quem investe hoje.

Highlights:

As ações vencem tudo o resto. Um dólar investido em ações americanas em 1900 valeria hoje mais de 124.000 dólares — contra apenas 284 em obrigações e 69 em bilhetes do tesouro. Este padrão repete-se nos 21 países com dados contínuos. A longo prazo, assumir risco é recompensado.

O mundo transformou-se. Os EUA representam agora 62% da capitalização bolsista mundial. Em 1900, 80% das empresas cotadas operavam em setores hoje extintos. A tecnologia e a saúde, praticamente inexistentes há um século, dominam os mercados atuais.

A inflação destrói riqueza em silêncio. Mesmo com uma taxa modesta de 2,9% ao ano, o poder de compra do dólar caiu 38 vezes desde 1900. Ações e obrigações rendem mais quando a inflação é baixa e o crescimento económico forte.

O ouro não é o escudo que parece. Apesar de ter quintuplicado em termos reais desde 1900, o ouro teve retornos negativos em quase metade dos anos com inflação acima de 3%. É reserva de valor a longo prazo, não proteção de curto prazo.

A geopolítica é mais ruído do que sinal. Não existe relação estatística entre risco geopolítico e retornos futuros a um mês ou um ano. As exceções — guerras mundiais, crise petrolífera de 1973 — são raras, mas devastadoras quando têm impacto económico real.

Diversificar é mais difícil, mas continua essencial. A concentração do mercado americano atingiu máximos de 100 anos. Ainda assim, investir globalmente melhora o retorno ajustado ao risco na grande maioria dos mercados.

E Portugal?

O Yearbook destaca três factos singulares sobre o mercado português:

  • Portugal é o único país onde as obrigações não bateram os bilhetes do tesouro a longo prazo — um argumento forte para procurar alternativas ao rendimento fixo tradicional.
  • Portugal transitou de mercado emergente para desenvolvido, tal como a Finlândia, o Japão e a Espanha — prova da maturação económica do país.
  • Os investidores portugueses são dos que mais beneficiam da diversificação global, com uma das maiores melhorias no rácio de Sharpe ao passar de carteiras domésticas para globais.

Na Heed Capital, estas evidências reforçam a nossa convicção: combinar rigor analítico com visão global é a melhor forma de proteger e fazer crescer o património dos nossos clientes.

Baseado na edição pública do UBS Global Investment Returns Yearbook 2026).

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